O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta semana o Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027, com alta probabilidade de um evento de intensidade muito forte entre setembro e novembro. Para quem administra locação, o dado tem uma leitura prática: o volume de solicitações que chega à imobiliária nos próximos três meses tende a crescer, e o tipo de problema relatado pelo inquilino vai variar conforme a região do imóvel. Nesse conteúdo, você entenderá: Por que o volume de chamados...

O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta semana o Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027, com alta probabilidade de um evento de intensidade muito forte entre setembro e novembro. Para quem administra locação, o dado tem uma leitura prática: o volume de solicitações que chega à imobiliária nos próximos três meses tende a crescer, e o tipo de problema relatado pelo inquilino vai variar conforme a região do imóvel.

 Nesse conteúdo, você entenderá:

  • Por que o volume de chamados cresce entre setembro e novembro?
  • Que chamados chegam nas regiões com chuva acima da média?
  • Que chamados chegam nas regiões com calor alto e chuva abaixo da média?
  • Como classificar a solicitação no momento em que ela entra?

Por que o volume de chamados cresce entre setembro e novembro?

Segundo o boletim do INMET, elaborado com dados do CPC/NOAA, a probabilidade de um El Niño de intensidade muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro está acima de 90%. A distribuição prevista é desigual: chuva acima da média na Região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, e em áreas de São Paulo e do Mato Grosso do Sul; chuva abaixo da média em parte do Centro-Oeste e do Sudeste, incluindo Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo; e temperatura acima da média em praticamente todo o território.

A Epagri/CIRAM, em nota do dia 28 de agosto, reforça o alerta na ponta mais úmida do mapa. Os modelos convergem para volumes de chuva acima do normal, sobretudo em outubro e novembro, com maior frequência de alagamentos, enxurradas, deslizamentos, vendavais e granizo. O levantamento histórico de ocorrências citado pelo órgão mostra que os registros ligados a vendaval e enxurrada atingem o mínimo anual no inverno e sobem de forma expressiva na primavera.

O efeito na operação da imobiliária tem duas partes. A primeira é o volume, com mais solicitações abertas na mesma semana. A segunda é a simultaneidade: quando um temporal atinge uma cidade inteira, a disputa por profissionais qualificados acontece no mesmo dia em toda a praça, e o prazo de atendimento passa a depender da capacidade de acionamento que a imobiliária tem naquela região.

Some a isso o cenário de reajuste. Com o IGP-M acumulando 2,16% em doze meses até agosto de 2026, segundo a FGV, cada reparo pesa mais na conta anual apresentada ao proprietário do que pesava nos anos de índice elevado.

Que chamados chegam nas regiões com chuva acima da média?

Na carteira do Sul, de áreas de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, a concentração fica na rota da água.

  • Infiltração em parede e forro, com origem frequente em calha obstruída, rufo descolado ou telha deslocada.
  • Vazamento por falha de impermeabilização em laje, terraço e box, relatado como mancha escura no forro do pavimento inferior.
  • Alagamento de área de serviço, sacada e garagem, por ralo, grelha ou caixa de passagem sem capacidade de escoamento.
  • Entrada de água por esquadria, com borracha de vedação ressecada, típico de chuva acompanhada de vento forte.
  • Ocorrência elétrica, em quadros de área externa, tomadas de varanda e luminárias de jardim.
  • Dano por vendaval, envolvendo telhado, toldo, antena, portão de correr e queda de galho sobre fiação.

Que chamados chegam nas regiões com calor alto e chuva abaixo da média?

Na carteira de Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Tocantins e norte de Goiás, a combinação de temperatura acima da média com chuva abaixo da média muda o perfil da solicitação.

  • Sobrecarga elétrica, com disjuntor desarmando por uso simultâneo de climatização em instalação antiga ou subdimensionada.
  • Fissura em alvenaria, por movimentação de estrutura em período seco e quente, relatada pelo inquilino como trinca nova.
  • Problema hidráulico e de reservatório, envolvendo boia, registro e vedação, com peso maior onde há intermitência no abastecimento.
  • Vedação ressecada, com silicone e borracha degradados pela temperatura, que costuma virar chamado de infiltração na primeira chuva fora de época.

Vale registrar que chuva abaixo da média não significa ausência de chuva. Em episódios isolados de precipitação intensa após período seco, o solo compactado absorve menos água e o escoamento superficial aumenta. Chamados de alagamento e infiltração continuam aparecendo nessas praças, apenas com menor frequência.

Como classificar a solicitação no momento em que ela entra?

A classificação é o que separa uma fila organizada de uma lista em que tudo aparece como urgente. Três informações resolvem a maior parte dos casos logo na abertura.

  • Há água entrando agora ou risco elétrico? Determina se o atendimento é emergencial ou se entra na fila regular.
  • O problema atinge só a unidade ou o imóvel vizinho? Vazamento que desce para o andar de baixo muda o prazo e a conversa com o condomínio.
  • É a primeira ocorrência ou repetição? Solicitação repetida no mesmo ponto indica causa não resolvida e pede diagnóstico, não novo reparo pontual.

Peça foto, localização exata e horário da ocorrência na abertura. Sem isso, a primeira visita costuma servir apenas para descobrir o que já poderia ter sido informado, e o orçamento atrasa um ciclo inteiro.

O que a imobiliária controla nesta temporada

O clima não entra na conta do que a imobiliária decide. O que ela decide é o que acontece depois que o inquilino abre a solicitação: com que rapidez o profissional certo chega ao imóvel e em que condição o chamado é encerrado. É aí que a diferença aparece para o proprietário no fim da temporada.

A Refera assume essa operação. O inquilino abre o chamado, e a Refera conduz as etapas até a conclusão, com rede de prestadores homologados, registro documentado de cada ocorrência e encerramento condicionado à confirmação e à avaliação do inquilino. Fale com um especialista da Refera e organize a manutenção da sua carteira.